U556: perguntas e respostas sobre o submarino que quase mudou a guerra

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O U-556 não foi o submarino alemão mais famoso da Segunda Guerra Mundial。mas carrega uma história que mistura ousadia, fracasso e um detalhe quase inacreditável. Em maio de 1941, o comandante Herbert Wohlfarth levou o U-556 para uma patrulha no Atlântico Norte. O que ele fez – e o que deixou de fazer – ainda intriga historiadores. Vamos por partes, como quem conversa sobre um episódio esquecido.

Primeira pergunta óbvia: o que torna o U-556 especial?Não é o número de navios afundados (foram seis。um total respeitável mas não extraordinário). O que coloca o U-556 nos livros é o encontro com o encouraçado Bismarck. Em 26 de maio de 1941, o Bismarck estava cercado pela Royal Navy, com o leme danificado e sem munição suficiente. O U-556, por acaso, estava a poucos quilômetros dali. Wohlfarth avistou o Bismarck e os navios britânicos que o perseguiam. Ele tinha torpedos. Poderia ter atacado o King George V ou o Rodney. Mas não atacou.Por que não?A resposta é menos heroica do que parece. O U-556 estava com os tubos de torpedo vazios – havia usado todos os seus torpedos em ataques anteriores, incluindo contra o cargueiro britânico Empire Caribou, dois dias antes. Wohlfarth manobrou para se aproximar。mas sem torpedos não havia nada a fazer além de registrar a cena. Ele transmitiu um relatório por rádio: “Bismarck ainda flutua, cercado por inimigos” Horas depois, o Bismarck afundou. O U-556 não foi o salvador que a propaganda nazista tentou vender depois, mas também não foi um covarde. Foi um submarino no lugar errado com o estoque certo de azar.Outro ponto curioso: o U-556 e o Bismarck tinham uma ligação anterior. Em 1940, quando o Bismarck estava em construção, o U-556 foi batizado com uma placa comemorativa que dizia: “Ao meu padrinho, o encouraçado Bismarck” Wohlfarth e sua tripulação adotaram o navio como uma espécie de irmão mais velho. Quando o Bismarck partiu para sua última missão。

o U-556 estava no porto de Gotenhafen (hoje Gdynia). Wohlfarth pediu permissão para escoltar o Bismarck até o Atlântico, mas o comando negou – o submarino precisava de reparos. Meses depois, no meio do oceano, o destino os colocou frente a frente, mas sem munição. Há quem diga que Wohlfarth chorou ao ver o Bismarck ser bombardeado. Não há confirmação, mas a história oral da tripulação do U-556 menciona um silêncio pesado naquele dia.Afinal, quantos navios o U-556 afundou?Foram seis confirmados: o cargueiro britânico Empire Caribou, o petroleiro belga Belgian Sailor, o cargueiro grego Papalios, o cargueiro britânico Darlington Court, o cargueiro norueguês Tønsberg e o cargueiro britânico Kingston Hill. O total de tonelagem é modesto: cerca de 28 mil toneladas. Para comparação。

o U-556 não chega perto dos grandes ases como U-99 ou U-123. Mas o valor histórico do U-556 não está nos números – está na coincidência de estar no epicentro de um dos episódios mais dramáticos da Batalha do Atlântico.O fim do U-556 também merece atenção. Em 27 de junho de 1941。o submarino foi atacado por três corvetas britânicas – Nasturtium, Celandine e Gladiolus – ao sudoeste da Islândia. Wohlfarth e sua tripulação foram capturados. O U-556 afundou com cargas de profundidade. Nenhum homem morreu no ataque, mas o submarino se tornou um dos muitos destroços esquecidos no fundo do Atlântico Norte. Wohlfarth passou o resto da guerra em campos de prisioneiros no Canadá e na Inglaterra. Voltou à Alemanha em 1947 e morreu em 1982, sem nunca ter dado entrevistas longas sobre o episódio do Bismarck. Há uma entrevista curta de 1970 em que ele diz: “Não tínhamos torpedos. Não havia o que fazer. Mas a imagem do Bismarck cercado nunca saiu da minha cabeça”Uma pergunta que sempre aparece: o U-556 poderia ter mudado o curso da guerra se tivesse torpedos?Provavelmente não. O Bismarck já estava condenado – o leme travado o impedia de manobrar, e a Royal Navy tinha superioridade esmagadora. Mesmo que o U-556 afundasse um destróier ou danificasse um encouraçado。os britânicos ainda teriam forças para afundar o Bismarck. A diferença seria o número de mortos. Mas a história é feita de “quases”. E o U-556 é um exemplo perfeito de como a guerra é imprevisível: um submarino sem munição no lugar certo, um comandante que assistiu de camarote ao afundamento do navio que era seu padrinho. Não é um conto heroico, é um conto humano.Para quem visita o Memorial do U-Boot em Laboe, na Alemanha, há uma maquete do U-556 com a placa comemorativa do Bismarck. É um lembrete de que a marinha de guerra não é feita só de grandes batalhas, mas de coincidências, falhas de logística e decisões tomadas sob pressão. O U-556 não afundou o Bismarck。não salvou o Bismarck, não venceu a guerra. Mas sua história responde a uma pergunta que poucos fazem: o que acontece quando um submarino encontra seu navio-irmão no pior momento possível?

A resposta está no fundo do Atlântico, a 300 metros de profundidade, coberta de ferrugem e silêncio.

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